sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Chega um dia em que você aprende a diferença,
a sutil diferença,
entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E aprende
que amar não significa apoiar-se
e que companhia nem sempre significa segurança.
a sutil diferença,
entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E aprende
que amar não significa apoiar-se
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender
que beijos não são contratos, e
presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas
com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça da Mulher, não com a tristeza da Criança.
com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça da Mulher, não com a tristeza da Criança.
E aprende
a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o chão do amanhã é
incerto demais para planos
e futuros costumam cair
a meio vôo.
a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o chão do amanhã é
incerto demais para planos
e futuros costumam cair
a meio vôo.
Chega um dia em que se aprende
que até mesmo o sol,
quando demais, queima.
E aí você planta seu próprio jardim
e embeleza sua alma,
em vez de esperar que alguém traga flores.
e embeleza sua alma,
em vez de esperar que alguém traga flores.
E você aprende que realmente consegue suportar,
que realmente é forte,
realmente tem valor
e aprende
e aprende
com cada adeus, você aprende...
Veronica A. Shoffstall
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Hehe.....

Autobiografia em Cinco Capítulos
Capítulo 1
Vou andando pela rua. Há um grande buraco na calçada. Caio. Estou perdido. Não sei o que fazer. Não é culpa minha. Demoro séculos para encontrar a saída.
Capítulo 2
Caminho pela mesma rua. Há um grande buraco na calçada. Finjo que não o vejo. Volto a cair. Não posso acreditar que tenha caído no mesmo lugar. Mas não é culpa minha. Levo bastante tempo a sair.
Capítulo 3
Ando pela mesma rua. Há um grande buraco na calçada. Está ali. Caio. É um hábito, mas tenho os olhos bem abertos. É um hábito, mas tenho os olhos bem abertos. Sei onde estou. É culpa minha. Saio rapidamente.
Capítulo 4
Vou pela mesma rua. Há um grande buraco na calçada. Dou a volta.
Capítulo 5
Caminho por outra rua.
.
domingo, 4 de outubro de 2009
Mercedes Sosa (1935-2009)
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Nossa Senhora do Silêncio...
(...assim Fernando Pessoa chamava a Lua)
..
.
Fiquei sabendo disso outro dia, assistindo no Canal Brasil ao documentário (maravilhoso!) Maria Bethânia: Pedrinha de Aruanda.
.
Lá pelas tantas do filme, a caminho de Santo Amaro de carro, tem um diálogo entre ela e Caetano Veloso (ele dirige) e ela pergunta: "você sabe como Fernando Pessoa chamava a lua?" e ele, meio brincando: "ah!, ele não chamava de lua, não? (risos)"... e a resposta: "sim, mas também às vezes de Nossa Senhora do Silêncio".
Achei o máximo.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Relações Positivas nas Dez Direções
Encontrei esse curta no blog Não2Não1. Vale a pena ver! A versão legendada está aqui.
Kurt Kuenne - Validation
Kurt Kuenne - Validation
domingo, 6 de setembro de 2009
Velhas máquinas & possibilidade de Violetas
quando cheias de areia de formiga e musgo - elas
podem um dia milagrar de flores.
(Os objetos sem função têm muito apego pelo abandono.)
Também as latrinas desprezadas que servem para ter
grilos dentro - elas podem milagrar violetas.
(Eu sou beato em violetas.)
Todas as coisas apropriadas ao abandono me religam
a Deus.
Senhor, eu tenho orgulho do imprestável!
(O abandono me protege)
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